coqueiro condenado
pendendo e penoso
protetor do perigo
nos braços dos ventos
morrendo orgulhoso
há portais por toda parte
nomes que chamam de destino
mas e se o caminho
não quiser chegar
e sim continuar?
por que o trajeto
não pode ser o próprio rito
o desgaste
o erro
o ajuste fino
no meio do passo?
ao modo de aves
cruzando as alturas
vou com o que tenho
na cega certeza de algum que conduz
o que faltar
construo no caminho
e assim passam dias
e meses e anos
escuto o chamado
da mesma sereia
me sento nas pedras
onde a maré cheia
as águas vêm se arremessar
até virarem espuma
e se apagar da história
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