como se defender da lógica
quando ela invade uma sensação
querendo recortar todas as curvas
planto bananeiras num chão instável
fico de ponta-cabeça
pra confundir o labirinto
colho raízes tortas
que insistem em me sustentar
mesmo com as pernas no ar
gosto de surpreender
talvez porque a curiosidade
seja a minha forma de permanecer
íntimo da possibilidade
provoco com a continuidade
evoco a liberdade
ainda aqui
ora correndo contra o tempo
ora lutando contra a matéria
o corre nunca acaba
mas aprende que o processo é lento
amarrado no quadril
sou esse que fica
depois das despedidas
ainda torce o pescoço
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