tô no fundo do poço
e cavando ainda mais fundo
com as próprias mãos
já calejadas, unhas sujas de terra
algumas caíram
misturadas aos vermes
cavando junto comigo
tão fundo
esperando chegar ao fim
e cair num buraco sem fim
talvez no buraco seguinte
encontre o vazio do universo
escuro, silencioso, quieto
através do espelho
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