22:00
Ligo a televisão. Mudo de canal. Dois segundos e mudo de novo. O que não muda é que tudo muda. Mudo. Checo o celular. Passeio pelas redes sociais. Coloco o celular de lado e volto os olhos para a televisão. Muda. Guia de canais. Mudo, mudo, mudo. Nada. Desligo a televisão.
22:30
Preparo a cama, acho que já deu a hora de ir dormir. Férias em todos os sentidos. Por que dormir tão cedo? Um banho quente, relaxante. Mas o sono ainda não desperta. Hoje é quinta-feira. Mas é férias. Então pego minha bermuda mais surrada e minha camisa mais largada. E saio. Primeiramente sem rumo, depois me encontro.
23:00
Fecho os olhos. Caminho. Abro os olhos na praça. Faísca. Faísca. Fogo. Apaga. Faísca. Faís... Fogo! Inspiro curta e repetidamente. Inspiro longamente. Uma vez, duas, três vezes, perdi a conta. Sensibilidade e sinestesia. Sorriso e introspecção. Amor e saudade.
23:30
Fome sorridente. Sanduíche ou sushi? Perto ou longe? Barato ou caro? A moça que me acompanha é impiedosa: Sushi, longe e caro. Ai de mim!
0:00
Amor e saudade. Harmonia e êxtase. O mais intenso êxtase. Penso e imagino. E é sublime. Uma menina. Seria bom ter uma menina. Mas já não sentamos lado a lado. Já não sentamos há muito tempo. Que pena, que pena. Mas antes de você ser eu sou.
0:30
Lar. Calmo, escuro e confortável. Ler. Ameno. Formigamento e dormência. Apago preso em paixão.
1:00
Formigamento e dormência. Demência. Apago.
1:30
Acendo. Aceno. Pleno. Sereno.
2:00
Desperto. Quebro o encantamento e desperto. Liberto, durmo.
"Ócio significa não fazer nada, e vem do latim otiu. Ócio representa, por exemplo, uma folga, um momento de contemplação, um descanso despropositado." Nesses raros momentos de abstração as ideias brotam de uma forma linda, inusitada, mas também, às vezes, destruidora, corrosiva.
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sexta-feira, 14 de agosto de 2015
sábado, 18 de abril de 2015
Da mesma cor
— Faz o seguinte: escrevo um poeminha e te dou. Deixa só eu improvisar aqui, dois minutinhos... Fast poem!
— Puts! Com um poema eu ia ficar emocionado! Haha! Tu escreve, é?
— Escrevo... Lá vai!
— Puts! Com um poema eu ia ficar emocionado! Haha! Tu escreve, é?
— Escrevo... Lá vai!
E assim foram:
Sua palavra e seu jeito;
Junto com suas mãos de calor,
Sua pele, seu cabelo e seus olhos
Que são todos da mesma cor.
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