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sexta-feira, 25 de julho de 2025

aforismos

quem acha que sabe tudo
não aprendeu nada
quem é rígido demais,
quebra

tarde na praia, ensaio sobre desapego
castelos de areia que as ondas pouco a pouco apagam sem rastros
ou subitamente arrastando tudo

presente no instante
em reverência,
sem medo

o corpo inteiro guardando a memória
olhos como espelho
abraços onde há braços
abrigo no teu sorriso

a maré avança, recua, ora intensa pra suave
às vezes de ressaca, outras inebriada

de repente desaprendemos
presos às regras que nós mesmos criamos
mas a regra é desregrada
riso, movimento, descoberta e diversão
da rigidez para o movimento, da regra para o jogo, da teoria para o corpo
a regra é morar no agora

quinta-feira, 24 de julho de 2025

colapso consciente do presente remediado

é preciso quebrar esse ciclo.

travar na vida blindado, armado, certeiro. em algum momento, a armadura falhar. e, então, sofrer profundamente. não ofereceu movimento nem proteção. ego destruído. voltar a acessar o cosmos pela dor. só na dor o acesso se abre?

destruir o ego. catálise. antigo ritual. tecnologia já conhecida.

respirar organicamente. correr mecatronicamente. abrir a consciência por vias não lineares, através das retinas oculares, papilas gustativas, alvéolos pulmonares ou veias sanguíneas. a fórmula é ancestral. não falha.

a gente já conhece a tecnologia da destruição de ego. eu já sabia o que fazer desde sempre. como sempre. resisto ao movimento e quando cedo é tarde. dessa vez demorou.

mas chegou. com olhos, ouvidos, mãos, língua, nariz. sentindo tudo e processando no cerebelo. tudo funcional. inclusive na potência máxima. acessado.

qual o protocolo pra manter esse acesso? presença é remédio.

presentemente.